O título mais antigo e aplicado a Maria é o de Mãe de Deus. Surgiu por ocasião do III Concílio Ecumênico realizado em Éfeso (Turquia). Havia nesse tempo um grupo de pessoas lideradas por Nestório. Eles afirmavam que Maria deveria ser chamada mãe de Jesus, mas não mãe de Deus. Os padres conciliares discutiram muito e acabaram afirmando solenemente que Maria, sendo mãe de Jesus, pode e deve ser chamada Mãe de Deus.

Do lado de fora, o povo aguardava pela decisão conciliar. Ao entardecer, tendo conhecimento do resultado da decisão, houve uma explosão de alegria. A cidade iluminou-se e formou-se um cortejo de luz, enquanto entoavam hinos a Maria. Esta definição foi, várias vezes, repetida através dos séculos. Na verdade, para Maria ser chamada Mãe de Deus não se requer que tenha dado a divindade a Jesus, o que efetivamente não se verificou.

Celebramos a festa da Mãe de Deus no dia 1 de Janeiro. Façamos nossas as palavras de São Cirilo de Alexandria: “Nós vos saudamos, Maria, Mãe de Deus… Quem, entre os homens, será capaz de celebrar dignamente os louvores de Maria?”.

Fonte: Livro Maio com Maria. Pedrosa Ferreira. Edições Loyola.

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